BRASILEIROS MORREM EM BOMBARDEIO NO LÍBANO APÓS VOLTAREM PARA BUSCAR PERTENCES
Publicada em: 28/04/2026 17:44 -
BRASILEIROS MORREM EM BOMBARDEIO NO LÍBANO APÓS VOLTAREM PARA BUSCAR PERTENCES
Uma família brasileira foi vítima de um ataque das forças israelenses no sul do Líbano, em meio a um período de cessar-fogo na região. O caso ocorreu no distrito de Bint Jbeil, no último domingo (26), e resultou na morte de uma mulher brasileira e de seu filho de 11 anos.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o pai da criança, de nacionalidade libanesa, também morreu no bombardeio. Um outro filho do casal, igualmente brasileiro, ficou ferido e foi encaminhado para um hospital, onde segue em recuperação.
FAMÍLIA HAVIA VOLTADO À CASA DURANTE CESSAR-FOGO
Segundo relatos de familiares, a casa atingida não era mais residência fixa da família. Eles teriam retornado ao local durante a trégua para retirar pertences pessoais quando foram surpreendidos pelo ataque.
A explosão foi extremamente intensa e destruiu completamente o imóvel. Testemunhas afirmaram que a construção ficou reduzida a escombros, evidenciando a força do bombardeio.
GOVERNO BRASILEIRO CONDENA ATAQUES
O governo brasileiro manifestou pesar pelas mortes e prestou solidariedade aos familiares. Em nota oficial, o Itamaraty classificou o episódio como mais uma violação “reiterada e inaceitável” do cessar-fogo em vigor na região.
O Brasil também condenou ataques contra civis e pediu o fim imediato das hostilidades, além da retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute acompanha o caso e presta assistência consular à família, especialmente ao filho sobrevivente.
CONFLITO SEGUE MESMO COM TRÉGUA
Apesar de um acordo de cessar-fogo iniciado em abril, confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah continuam sendo registrados no sul do Líbano. Autoridades locais informaram que o domingo do ataque foi um dos dias mais violentos desde o início da trégua, com dezenas de mortos e feridos.
As duas partes trocam acusações sobre violações do acordo, mantendo a tensão elevada na região e colocando civis em risco constante.